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Artigos Produção Interna - Articles

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As empresas na Era da Mudança (exemplo Teste)

 

Adaptado de: Orlando C.R. Arnaud

 

I – O cenário das mudanças permanentes e os reflexos no setor industrial com a introdução da Internet das Coisas

A evolução nas comunicações e na tecnologia da informação, aliada a novos fatores como a globalização vem provocando mudanças demasiadamente frequentes, que representam um enorme desafio às organizações. IoT vai impactar todos os ramos de atividade.

De fato, com a globalização a competição se dá a nível internacional e as empresas nacionais são confrontadas a concorrentes cada vez mais agressivos. Muitas indústrias deixaram de produzir determinados produtos, passando a importá-los e a concentrar seus esforços apenas em sua comercialização. A compra de matérias primas em muitos casos deixa de ser feita no país e passa a ser importada com o intuito de reduzir custos.

Em outros casos mais drásticos empresas brasileiras têm se deslocado a outros países para aproveitar vantagens tributárias, a redução de custos de mão de obra ou a obtenção de benefícios logísticos.

Por outro lado, a vinda de grupos estrangeiros para instalação de novas empresas no país é frequente. As fusões entre empresas, criando novas organizações parecem expressar uma nova tendência.

O comportamento dos clientes também se modifica. Os contatos através das redes sociais aumentam o intercâmbio entre os clientes e abrem espaços para demandas mais qualificadas. Estes fatores tornam os clientes mais proativos, mais participativos e mais exigentes. 

Os riscos dos empresários nacionais crescem exponencialmente neste tipo de ambiente.

A mudança passa a ser uma alternativa quase obrigatória.

II - A mudança não é identificável sem esforço

Ainda que as mudanças sejam constantes, sua percepção ocorre de tempos em tempos. Por isso é frequente que as empresas não se antecipem e nem mesmo reajam às mudanças, e ainda não perceberam o potencial de IoT para seus negócios.

Como afirma Gary Hamel na obra O Que Importa Agora: “Considerando a velocidade das mudanças a única previsão segura é que, em breve, sua organização será desafiada a mudar com intensidade e escopo sem precedentes.”

De fato vivemos em um mundo em que a instabilidade está presente e o futuro cada vez menos é a extrapolação do passado.

Isto gera dificuldades para prever o que irá ocorrer. Nassim Nicholas Taleb cita caso extremo afirmando: “Fazer previsões exige conhecimento sobre tecnologias que serão descobertas no futuro”.

É certo que nem sempre a antevisão do futuro será tão desafiadora. No entanto, temos que lembrar que, em um mundo em ebulição, o que importa não é apenas a vantagem competitiva da empresa em determinado momento, mas contar com uma vantagem que perdure ao longo de um tempo muito mais longo. IoT propiciará isso.

O que se percebe, entretanto, é que poucas empresas se aparelham para antever as mudanças emergentes. E um número ainda mais reduzido é capaz de tomar as medidas que lhe permitiriam enfrentar, com êxito, os riscos decorrentes destas mudanças. Um dos fatores que explica esta falta de proatividade decorre do porte das dificuldades e da complexidade dos esforços que deveriam ser empregados para superar estes riscos.

III - O que as empresas devem fazer

Estar atento a estas mudanças exige uma nova postura. O acompanhamento da concorrência e de seus novos produtos e estratégias passam a ser vitais, assim como a preocupação constante de saber o que está ocorrendo em outros países, quais as novas tecnologias integrativas de IoT que poderão afetar os produtos da organização, como se modifica o comportamento dos clientes e do mercado. Luc de Brabendere em O Lado Oculto das Mudanças, afirma: “A partir de agora, as empresas precisam ter alicerces a prova de terremoto”.

Em suma, estar atento ao ambiente externo torna-se uma competência essencial das organizações.

No entanto este é apenas o requerimento mais óbvio.  As modificações, na realidade, são mais amplas.

Sabe-se que as estruturas organizacionais hierárquicas e burocráticas são pouco flexíveis para enfrentar desafios complexos, que permitam respostas rápidas em um cenário em que as demandas mudam com velocidade inédita. Já se disse que “nossas organizações são focadas, metódicas e rigorosas, mas pouco inspiradas, proativas ou experimentais.”

O perfil dos recursos humanos da organização igualmente interfere no processo de mudança. O comando centralizado na alta administração, níveis limitados de delegação, controles excessivos, pessoas demasiadamente apegadas às rotinas internas, não conformam o melhor ambiente para as mudanças. A diversidade é mais adequada ao exercício de uma gestão aberta que valorize as críticas e a inovação. Outras exigências se relacionam à conformação de equipes multidisciplinares e autogeridas, bem como ao fomento a um novo estilo de liderança democrático e participativo.

A utilização de consultores externos, com uma visão independente, é uma das formas de fomento à diversidade. Como afirma Gary Hamel “O que é verdade na natureza é verdade nas empresas: a falta de diversidade limita a capacidade das espécies de mudar e se adaptar.”

Pode-se deduzir que o enfrentamento dos novos desafios requer não somente o monitoramento do ambiente externo, mas também a adoção de mudanças organizacionais significativas, incluindo a adoção de sistermas IoT. Estas mudanças observam, nas empresas mais competitivas, as melhores práticas de gestão que não se limitam a campos determinados, mas se espalham em todos os setores de atividades de uma organização. Ao enfrentar, no mercado, a empresas melhor preparadas, os riscos crescem exponencialmente. Perseguir as melhores práticas passa a compor parte importante da estratégia das empresas.

IV - Como as empresas devem mudar

As ideias não se espalham nas organizações sem algum tipo de estrutura.

As mudanças no interior das empresas necessitam um catalizador, um “agente da mudança”, que pode ser uma pessoa interna ou um consultor externo. Quando for uma pessoa interna ela deve ser capaz de preservar uma visão independente, aberta e não condicionada a visões predominantes na organização.

Em qualquer caso o processo de mudança é complexo, uma vez que a resistência é uma reação natural e previsível. E a mudança não pode ser feita sem que se conte com o comprometimento das equipes internas.

Já se disse que para fazer alguma mudança no interior de uma organização, o primeiro passo é mudar a cabeça das pessoas. Logo é importante criar o ambiente interno favorável às mudanças que devem ser implementadas e convencer as pessoas de que a mudança é realmente necessária.

De fato, há um velho ditado no budismo que diz: “ Não há nada mais difícil do que mudar a si mesmo”.

O processo de mudança sempre encontra resistências e é muito difícil realiza-lo com o pessoal interno: Para Luc de Brabandere, “não existe maneira amigável de abandonar um hábito”.

Desta forma, o recurso à consultoria externa se transforma em alternativa utilizada com grande frequência, principalmente a tecnológica que envolve novos conhecimentos.

Estamos falando de uma mudança que não se restringe ao lançamento de um novo produto, ou a uma nova abordagem de marketing.  Mas de uma mudança que não somente considere estes dois aspectos, mas que venha a perseguir as melhores práticas, novas tecnologia,  na montagem do modelo organizacional, na gestão das pessoas, no desenvolvimento de novos modelos de gestão, na criação de sistemas de controle mais eficazes, na modificação dos processos internos, na introdução de ciclos permanentes de planejamento estratégico e de reavaliação dos resultados, entre outros.

Se o processo é tão amplo e abrangente, certamente irá demandar tempos igualmente longos para a implantação das mudanças. E se o uso da consultoria for, efetivamente, um requisito necessário ou pelo menos altamente conveniente, isto poderia implicar em custos excessivos, pouco suportáveis por empresas de porte médio.

Não se justifica, entretanto, que a consultoria limite sua forma de atuação aos modelos até então praticados. Ou seja, se mudanças são requeridas nas organizações, elas também deveriam ser exigidas nas empresas de consultoria.

Isto exige o desenvolvimento de novas metodologias de trabalho, a constituição de equipes de consultores com diferentes expertises, a montagem de modelo que permita a diluição dos custos ao longo dos processos de mudança, tornando os custos mensais mais suportáveis pelas organizações.

O processo de mudança irá exigir a definição do conjunto de projetos necessários ou convenientes, sua priorização, para permitir a execução gradual, mas sem prejudicar a obtenção de resultados a curto  prazo.

Procure entender como os sistemas IoT devem impactar sua organização.

Orlando C.R. Arnaud

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